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O que faz um vulcão ficar ativo ou inativo por tanto tempo?

erupção do vulcão Cumbre Vieja, que aconteceu no domingo (19), em La Palma, ilha espanhola localizada no arquipélago das Canárias, despertou a curiosidade de algumas pessoas pelo fato de a estrutura voltar a ficar ativa após cerca de 50 anos.

O que parece ser algo surpreendente é, na realidade, muito comum de ocorrer em regiões ao redor do mundo conhecidas por contarem com vulcões que aparentemente estão inativos.

De acordo com Ricardo Meirelles Piazza, Professor do Departamento de Oceanografia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), algumas estruturas muito conhecidas, como o Monte Fuji, no Japão, e os vulcões localizados no parque Yellowstone, nos EUA, são classificadas como dormentes há bastante tempo. “Um vulcão dormente não se encontra em atividade, mas pode, a qualquer momento, começar a apresentar alguns sinais característicos que normalmente antecedem as erupções, como a emissão de fumaça”, afirma o docente.

Outro sinal de que uma estrutura vulcânica possa estar ficando ativa são os tremores de terra. Segundo o especialista, as atividades sísmicas costumam ser intensificadas dias antes de ocorrer a erupção, assim como ocorreu na última semana na Espanha

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Essas atividades são retomadas no momento em que as placas tectônicas que formaram os vulcões há milhares ou milhões de anos e não estavam em movimento, voltam a se mover e convergir. Com isso, elas passam a se sobrepor uma sobre a outra e abrem espaço para que a lava, que estava armazenada, seja expelida junto com as cinzas vulcânicas, explica o professor.

Já a inatividade vulcânica está relacionada tanto à não movimentação das placas tectônicas como com o afastamento do vulcão das bordas destas placas. No segundo caso, a distância faz com que a estrutura não gere os sinais de erupção, mas, mesmo assim, há a possibilidade das placas convergirem novamente ou até mesmo que novas fissuras atinjam a base da estrutura, fazendo com que ele volte a ficar ativo após um longo período.

erupção do vulcão Cumbre Vieja, que aconteceu no domingo (19), em La Palma, ilha espanhola localizada no arquipélago das Canárias, despertou a curiosidade de algumas pessoas pelo fato de a estrutura voltar a ficar ativa após cerca de 50 anos.

O que parece ser algo surpreendente é, na realidade, muito comum de ocorrer em regiões ao redor do mundo conhecidas por contarem com vulcões que aparentemente estão inativos.

De acordo com Ricardo Meirelles Piazza, Professor do Departamento de Oceanografia da UFBA (Universidade Federal da Bahia), algumas estruturas muito conhecidas, como o Monte Fuji, no Japão, e os vulcões localizados no parque Yellowstone, nos EUA, são classificadas como dormentes há bastante tempo. “Um vulcão dormente não se encontra em atividade, mas pode, a qualquer momento, começar a apresentar alguns sinais característicos que normalmente antecedem as erupções, como a emissão de fumaça”, afirma o docente.

Outro sinal de que uma estrutura vulcânica possa estar ficando ativa são os tremores de terra. Segundo o especialista, as atividades sísmicas costumam ser intensificadas dias antes de ocorrer a erupção, assim como ocorreu na última semana na Espanha

Essas atividades são retomadas no momento em que as placas tectônicas que formaram os vulcões há milhares ou milhões de anos e não estavam em movimento, voltam a se mover e convergir. Com isso, elas passam a se sobrepor uma sobre a outra e abrem espaço para que a lava, que estava armazenada, seja expelida junto com as cinzas vulcânicas, explica o professor.

Já a inatividade vulcânica está relacionada tanto à não movimentação das placas tectônicas como com o afastamento do vulcão das bordas destas placas. No segundo caso, a distância faz com que a estrutura não gere os sinais de erupção, mas, mesmo assim, há a possibilidade das placas convergirem novamente ou até mesmo que novas fissuras atinjam a base da estrutura, fazendo com que ele volte a ficar ativo após um longo período.

Círculo de fogo e o vulcão mais ativo do mundo

O vulcão mais ativo do mundo é o Kīlauea, localizado no Parque Nacional de Vulcões do Havaí. De acordo com Ricardo, ele tem entre 300 mil e 600 mil anos e está em constante erupção desde meados da década de 1980.

O Kīlauea encontra-se no que é conhecido como Círculo de Fogo do Pacífico, região caracterizada por abrigar mais de 450 vulcões. “As extremidades da placa tectônica do Pacífico, uma das maiores do mundo, está localizada no Círculo de Fogo. Ela se choca frequentemente com outras placas menores e, por conta disso, há a formação de tantos vulcões nesse local”, ressalta o professor da UFBA.

O círculo de fogo ocupa uma área de mais de 40 mil quilômetros de extensão, passando pelo oeste das Américas e também pelo leste do continente asiático. São nessas regiões que estão a maioria dos vulcões ativos e inativos do mundo.

Fonte: R7

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