Obituário: Morte de Bagre Fagundes, que eternizou o ‘Canto Alegretense’, gera onda de homenagens nas redes

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Comoção e homenagens ganharam as redes sociais na noite deste domingo (2) após o anúncio da morte do tradicionalista Bagre Fagundes, um dos principais representantes da cultura do Rio Grande do Sul, aos 86 anos. Ao lado do irmão Nico Fagundes, compôs “Canto Alegretense”, uma das canções mais emblemáticas do estado.

Euclides Fagundes Filho nasceu em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, em 3 de outubro de 1939. Ele ganhou o apelido “Bagre” na adolescência e o adotou por toda a vida.

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Ele será velado no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, em Porto Alegre, a partir das 10h desta segunda-feira (3). O encerramento está previsto para as 16h. As informações sobre o sepultamento não tinham sido divulgadas até a última atualização desta reportagem.

Autoridades, músicos e entidades emitiram notas de pesar e prestaram homenagens ao tradicionalista.

“Folclorista, compositor, cantor e instrumentista, Bagre dedicou a vida a preservar e difundir as tradições gaúchas, oferecendo uma contribuição inestimável para a identidade e a memória do nosso Estado”, destacou o governador Eduardo Leite.

Colorado, Bagre foi lembrado pelo Internacional, que dedicou a vitória deste domingo a ele. “Conselheiro do Clube do Povo entre os anos de 2001 e 2012, Bagre será sempre lembrado por sua contribuição à cultura do nosso estado e pela paixão pelo Inter. “

“Vou guardar pra sempre a imagem dele com a sua gaitinha nas mãos, levando música por onde passava. Era um talento que encantava o Rio Grande, mas que, para nós, fazia parte das lembranças mais afetuosas da família”, disse a sobrinha dele, Mocita Fagundes.

O Movimento Tradicionalista Gaúcho lamentou o falecimento do cantor. “Sua trajetória, sua obra e sua contribuição permanecerão vivas na memória e na cultura do Rio Grande do Sul.”

O grupo Os Serranos, que regravou o “Canto Alegretense”, também fez uma homenagem ao músico: “Hoje nos despedimos de um artista, mas celebramos um legado que permanecerá vivo em cada acorde, em cada verso e em cada gaúcho que seguir cantando nossa identidade.”

A dupla César Oliveira e Rogério Melo prestou apoio aos familiares. “Que o Patrão Velho conforte a todos e este grande esteio encontre a luz e descanso merecido.”

Fonte: GZH