Plano é a construção do futuro do Estado
Uma das etapas do processo de retomada após a catástrofe climática de 2024 se dá pela construção do Rio Grande do Sul do futuro. Para isso, a Invest RS (agência de desenvolvimento do RS), através do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável, tem o desafio de mostrar que um estado em reconstrução é atrativo e competitivo para receber novos investimentos.
Apesar de recente e dos trabalhos focados na consolidação de processos, o presidente da Invest RS, Rafael Priklandnicki, afirma que já foram iniciadas conversas com empresas e investidores interessados nos potenciais do RS.
O relato oriundo destas primeiras rodadas, segundo ele, é de que a criação de um plano de Estado com foco no desenvolvimento econômico é visto com bons olhos pelo mercado. Desde dezembro, quando a Invest RS efetivamente foi formada, a atuação tem sido marcada pela organização de processos internos, missões internacionais, visitas em atores políticos e econômicos, além da construção de relacionamento com potenciais investidores.
“Existe um trabalho acelerado. Temos trabalhado na estruturação interna da agência, pois é um serviço autônomo que foi criado do zero. Em paralelo a isso, temos visitas institucionais em entidades, federações, consulados. Já tivemos alguns contatos com empresas de diferentes setores que certamente vão se intensificar nas próximas semanas e próximos meses. E isso envolve uma agenda de construção de relacionamento, para apresentar a agência e o RS, e que possibilite a captação de investimento.”
Um dos diferenciais nessas conversas é exatamente a apresentação de um plano estruturado e denso. “Quando mostramos o projeto, os setores prioritários e as oportunidades, com metas, com orientação, com iniciativas, é uma surpresa positiva e passa uma segurança para os investidores. O plano chama a atenção justamente por ter uma visão de Estado e não de governo”, diz.
A agência tem ainda papel na construção de um futuro mais resiliente, auxiliando na execução do Plano Rio Grande. Neste sentido, a autarquia pretende atrair negócios que desenvolvam soluções compatíveis com as próximas etapas da reconstrução gaúcha. Além disso, ele elencou aspectos que ajudam a traçar o tipo de perfil de investimento que complementa a agenda do RS do futuro.
“O plano pressupõe um trabalho em segmentos que representam um impacto significativo no PIB, como agronegócio, indústria, serviços, energia e produtos digitais. Além disso, temos uma oportunidade de fazer, ao mesmo tempo que expandimos os negócios tradicionais, uma inflexão para a agenda da inovação, como semicondutores, data centers, produção de energia renovável, hidrogênio verde, e tecnologias para o agro, como a irrigação. Estes são alguns dos temas que temos nos debruçado por aqui”, falou.
Na visão do presidente da agência, esse processo vai colocar o Estado no radar dos investimentos. Entretanto, o retorno deverá vir de médio a longo prazo. “O RS carecia desta estrutura. Agora, os investidores vão passar a enxergar justamente por essa atuação como um projeto de Estado.”
Muitas das oportunidades surgem quando o RS é apresentado ao mundo, como nas missões internacionais. Recentemente, comitivas estiveram no Japão, China e Índia. Para 2025, será criada uma agenda de missões para outros países, com foco na apresentação da capacidade exportadora da economia gaúcha.
Fonte: CP