Polícia identifica dois suspeitos por morte de professores em assalto a hotel no Norte do RS
Foram identificados dois suspeitos de envolvimento no assalto a um hotel, em Mato Castelhano, que resultou na morte de dois professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na madrugada de quinta-feira. Eles seriam moradores da região Norte do estado, mas não teriam experiência em crimes do tipo. Um terceiro criminoso, que teria atuado como motorista na fuga.
De acordo com o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Douglas da Rosa Soares, barreiras para a captura dos suspeitos foram montadas em vias na localidade. O oficial ressalta também a aparente inexperiência dos bandidos que, ao tentarem transferir valores com o Pix da proprietária da hospedagem, acabaram deixando rastro eletrônico da movimentação. Mais uma evidência de amadorismo seria o desfecho com mortes, que pode ser indicativo da ação abrupta dos criminosos.
“O que surpreende é a violência dos assaltantes. Talvez eles sejam sociopatas ou simplesmente não tenham experiência com esse tipo de ação. Estou inclinado a crer na segunda opção. Isso porque os disparos contra os professores indicam que os criminosos foram surpreendidos com a reação dos reféns. Possivelmente eles ficaram com medo de perder o controle da situação e, sem saber como deveriam agir, acabaram atirando e depois fugiram”, ponderou o oficial.
Uma das dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança é a análise de relatos das testemunhas, que por vezes são conflituosos. Soma-se a isso fato do hotel não ter ata de registro de hóspedes nem câmeras de segurança no entorno.
“Os depoimentos das vítimas são conflituosos, o que é compreensível frente a um caso como esse. Cada uma diz uma coisa. Houve relatos que a proprietária havia sido sequestrada pelos criminosos, o que não aconteceu. Também dificulta o tempo decorrido entre os fatos, que ocorreram próximo às 4h11, e o tempo em que a guarnição foi acionada, sendo cerca de meia hora após a fuga dos suspeitos. Como se não bastasse, o local é distante de cidades maiores e não há câmeras ali. Por isso, temos priorizado o uso do serviço de inteligência para rastrear os fugitivos”, disse o coronel Douglas da Rosa.
Fonte: CP