Pseudomonas aeruginosa: o que é e como age a bactéria encontrada em produtos da Ypê
A bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada em produtos da indústria Ypê após a detecção de possíveis falhas no controle de produção, é um microrganismo comum no ambiente e conhecido por causar infecções principalmente em pessoas com a imunidade comprometida.
A contaminação levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a suspender a fabricação, comercialização e distribuição de detergentes, sabões líquidos e desinfetantes da marca com lotes de numeração final 1.
Presente naturalmente na água, no solo, no ar e em ambientes úmidos, a Pseudomonas aeruginosa é considerada uma bactéria “oportunista”. Isso significa que, na maioria das vezes, não provoca doenças em pessoas saudáveis, mas pode causar infecções graves em indivíduos com o sistema imunológico enfraquecido.
Segundo especialistas, a bactéria também pode ser encontrada em esponjas de cozinha, panos úmidos, lavatórios, piscinas mal higienizadas e até na pele de pessoas saudáveis, especialmente em áreas úmidas do corpo.
Como a bactéria age
A Pseudomonas aeruginosa chama atenção pela alta resistência a antibióticos, característica que dificulta o tratamento de infecções quando elas acontecem.
A bactéria é conhecida por causar infecções hospitalares, sobretudo em pacientes internados em UTIs. Isso ocorre porque consegue entrar no organismo por meio de cateteres, respiradores, sondas e outros equipamentos utilizados em pacientes internados.
As infecções podem atingir diferentes partes do corpo, como pulmões, trato urinário, pele e corrente sanguínea. Entre os quadros mais comuns estão:
- pneumonia;
- infecção urinária;
- infecções respiratórias;
- infecções em feridas e queimaduras;
- em situações graves, a bactéria pode causar infecções generalizadas;
Quem corre mais risco
O principal risco está relacionado às pessoas imunocomprometidas, isto é, pacientes que têm o sistema imunológico enfraquecido por doenças ou tratamentos médicos.
Entram nesse grupo pessoas que fazem quimioterapia, transplantados, pacientes internados em UTI, idosos fragilizados e indivíduos com doenças crônicas graves. Pessoas com doenças pulmonares crônicas, como enfisema e fibrose cística, também estão entre os grupos mais vulneráveis.
Nesses casos, a bactéria encontra mais facilidade para se multiplicar e provocar infecções difíceis de controlar.
Fonte: CP