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Reforçômetro: o desempenho dos jogadores que chegaram ao Grêmio em 2025

A primeira metade do último ano da gestão do presidente Alberto Guerra serve, entre outras coisas, para mostrar como o mercado do futebol inflacionou e, aparentemente, sem sinais de que vá arrefecer tão cedo. Uma conta por baixo mostra quase R$ 100 milhões em investimentos feitos pelo Grêmio em praticamente um time inteiro de reforços. E vem mais por aí.

Para o segundo semestre, antes do período eleitoral esquentar nos bastidores da Arena, provavelmente os cofres do clube serão visitados novamente. Após passar algumas rodadas na zona do rebaixamento, o time de Mano Menezes tem pela frente a partir de julho o Campeonato Brasileiro e a Sul-Americana. Em tese, a única competição com chance de botar uma faixa no peito e o triênio não ficar restrito a dois títulos regionais. E para se alcançar isso, geralmente, não se faz contas.

A chegada recente de Alex Santana, meio-campista vindo do Corinthians por empréstimo, faz aumentar para 12 o número de jogadores contratados pelo Grêmio em 2025. Só goleiros foram dois: Volpi para ser titular após a saída de Marcehsín e Jorge para repor a saída de Caíque. As laterais chamam atenção, pois foram quatro alvos, sendo três para o lado esquerdo da zaga: Luan Cândido, de saída para o Juventude, Lucas Esteves e Marlon. João Lucas comprado por R$ 10 milhões virou reserva do reserva.

Para as primeiras posições da meia-cancha chegaram Cuellar e Camilo, cada um com expectativas distintas. A do colombiano de ajudar a estancar os espaços na frente da defesa, saldo ainda do time de 2024. No entanto, jogou poucas vezes, assim como o colega vindo da Rússia sem tanto cartaz.

No ataque, além da aposta ‘fora da caixa’ no belga Amuzu, o clube concentrou uma montanha de fichas em uma promessa uruguaia com experiência no exterior. Cristian Oliveira custou cerca de R$ 30 milhões para deixar os Estados Unidos e se tornar o melhor parceiro de Braithwaite até aqui.

Com a nova janela se abrindo no próximo dia 10, independentemente de quem dela sair ou por ela chegar, a crença é na comissão técnica. Afinal de contas, Mano Menezes e Felipão fazem parte também do “reforçômetro tricolor”. No linguajar peculiar do futebol, a crise não tem a conotação da economia. A falta de dinheiro no mundo da bola não pesa tanto quanto a falta de vitórias e de títulos.

Fonte: CP