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Representante comercial dos EUA indica a ministro de Lula disposição para negociar tarifas

Em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o chefe do Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR), Jamieson Greer, tiveram uma breve conversa nesta quarta-feira, 3, durante reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris.

Segundo informações divulgadas pelo Estadão, Greer se aproximou do chanceler brasileiro antes de uma das sessões do encontro e afirmou que o governo norte-americano pretende manter o diálogo com o Brasil sobre as questões comerciais em discussão. O representante também ressaltou que os canais de comunicação entre os dois países permanecem abertos.

O encontro também foi noticiado pelo Portal R7. De acordo com interlocutores, Mauro Vieira reiterou o interesse do governo brasileiro em avançar nas negociações e lembrou que ainda está em vigor o prazo de 30 dias estabelecido pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump para a continuidade das tratativas.

Entenda as novas tarifas propostas

O encontro rápido ocorreu em meio à escalada das disputas comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Nesta semana, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de que o país não adota medidas suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A proposta se soma a outra recomendação anunciada na terça-feira , 2, que prevê uma sobretaxa de 25% sobre exportações brasileiras por supostas práticas comerciais desleais. Ainda não há definição sobre a possibilidade de as duas tarifas serem aplicadas de forma cumulativa.

As medidas foram apresentadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e ainda passarão por consulta pública e audiência antes de uma decisão final. Enquanto alguns parceiros dos EUA poderão ser submetidos a uma tarifa de 10%, o Brasil foi incluído no grupo sujeito à alíquota de 12,5%.

Fonte: CP