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Rio Grande do Sul deve receber mais 536 mil doses de vacinas contra a gripe na próxima quarta-feira

O Rio Grande do Sul deve receber, na próxima quarta-feira (27), um novo lote com 536 mil doses da vacina contra a gripe, enviadas pelo MS (Ministério da Saúde). Assim que chegar à SES (Secretaria da Saúde), o quantitativo será distribuído às coordenadorias regionais, que farão o repasse aos municípios para aplicação na população.

A logística segue o mesmo modelo adotado desde o início da campanha, com o objetivo de garantir agilidade na distribuição e ampliar o acesso à vacinação em todo o Estado. As novas doses permitirão dar continuidade à imunização dos grupos prioritários contra o vírus influenza.

Com esse envio, o número de doses recebido pelo Rio Grande do Sul atingirá cerca de 3,4 milhões em 2026. A expectativa é que esse número totalize aproximadamente 5,2 milhões de doses até o final da campanha destinada aos públicos prioritários definidos pelo MS.

Dois milhões de vacinados no RS

Desde o início da campanha, em 28 de março, cerca de dois milhões de pessoas já foram vacinadas no Rio Grande do Sul. Entre os principais grupos prioritários — crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes — a cobertura vacinal está em 41%. Juntos, esses públicos já receberam aproximadamente 1,3 milhão de doses.

Cobertura vacinal por grupo prioritário no RS

Idosos (60 anos ou mais): 45,2%

Crianças (6 meses a menores de 6 anos): 23,5%

Gestantes: 43,2%

Total geral: 41%

A meta de vacinação é de 90% de cobertura, direcionada especificamente a crianças, idosos e gestantes, que fazem parte da vacinação de rotina e possuem estimativas populacionais definidas pelo MS. Para os demais públicos prioritários, o acompanhamento é feito com base no número de doses aplicadas.

A importância da vacinação

A vacinação é a principal forma de prevenir complicações causadas pela gripe. Além de reduzir o risco de casos graves, a imunização contribui para diminuir internações e óbitos, ajudando a proteger toda a população.

A SES reforça a importância de que as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima para se vacinarem. Esses públicos foram definidos por apresentarem maior risco de agravamento da doença ou maior exposição ao vírus.

Os dados mais recentes de hospitalizações por gripe no Rio Grande do Sul reforçam a importância de proteger os grupos mais vulneráveis, especialmente crianças e idosos. Em 2026, o Estado já registrou 782 internações por síndrome respiratória aguda grave causadas pelos vírus da influenza A (H1N1 e H3N2) e B.

Desses, cerca de sete em cada dez internações foram de crianças de até quatro anos e de pessoas idosas. Nos óbitos, o impacto entre os idosos é ainda maior: oito em cada dez mortes por gripe no Estado foram de pessoas com 60 anos ou mais.

Fonte: O Sul