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Romildo anuncia permanência no Grêmio e abre mão de candidatura ao governo do RS

O presidente Romildo Bolzan Júnior anunciou, nesta quinta-feira, que vai permanecer no Grêmio até o final do mandato e, com isso, abre mão da condidatura ao governo do Rio Grande do Sul pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). “Todo mundo sabe que sou um militante político e sou filiado a um partido político. Não vejo nisso nenhum crime e nenhuma desonra. Recebi o convite para concorrer ao governo do Estado e fico muito orgulhoso. Sou muito grato ao PDT. Porém, nesse momento, disse a eles que não poderia aceitar e vou concluir o mandato no Grêmio”, disse em entrevista coletiva.

A novela sobre a indefinição de Romildo ser ou não o pré-candidato do PDT para concorrer às eleições do Piratini durava alguns meses. Em entrevistas recentes, o mandatário gremista, quando indagado sobre o assunto, não fechava a porta. Pelo contrário, deixava a possibilidade em aberto. Nesta quinta-feira, porém, colocou um ponto final e garantiu permanência no Tricolor.

“Recebi o convite, fizemos uma avaliação e, aqui, eu faço a mea-culpa. Cometi o erro de ter demorado na resposta. Deveria ter encerrado o assunto muito antes”, reconheceu o dirigente.

Romildo Bolzan está no seu terceiro mandato como presidente do Grêmio e, nesses oito anos de clube, conquistou dez títulos. Os mais importantes foram: Copa do Brasil (2016), encerrando uma seca de 15 anos sem conquistas relevantes, e Libertadores (2017). Porém, no último ano, viveu o pior momento: o rebaixamento para a Série B do Brasileirão.

“Para estar no Grêmio, em 2014, renunciei à presidência do PDT. A partir daquele momento, eu tinha só uma missão: ser presidente do Grêmio. E pretendo concluí-la”, finalizou.

Polêmica envolvendo o DM e Ciro Simoni

Nos últimos dias, o Departamento Médico do Grêmio viveu uma nova polêmica: a lesão de Ferreira, que passou por cirurgia e vai ficar afastado dos gramados por dois meses. Romildo Bolzan falou sobre a “competência” dos médicos do clube e explicou o trabalho de Ciro Simoni, presidente do PDT gaúcho, que atua como diretor médico tricolor.

“O Ciro (Simoni) não tem a rotina do departamento médico. Ele é um agente político do departamento na relação dos médicos com a direção de futebol, com a direção do clube e faz os debates com eles do ponto de vista técnico. Mas não tem a rotina técnica do tratamento, do diagnóstico, do prontuário, de todo o protocolo dos jogadores em relação ao seu cuidado. Porque isso, diariamente, o médico vem aqui, faz a avaliação dos jogadores, pergunta para eles se tem alguma intercorrência e faz o pontuário. Os médicos do Grêmio são competentes”, disse Romildo.

Fonte: Correio do Povo