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Servidores da Corsan realizam protesto contra privatização da estatal em Porto Alegre

Os servidores da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) realizaram, nesta terça-feira, uma manifestação contra a privatização da empresa proposta pelo governo do Estado. No Largo Glênio Peres e na frente da sede da empresa, na rua Caldas Júnior, no Centro Histórico, trabalhadores e sindicalistas realizaram discursos contra a venda da companhia. Também foi realizado um abraço simbólico ao prédio.

Em função do protesto, a rua Caldas Júnior ficou bloqueada para o tráfego de veículos entre as ruas Sete de Setembro e Siqueira Campos. Por volta de 12h30min, os trabalhadores iniciaram uma caminhada até a Praça da Matriz.

A Assembleia Legislativa pode analisar nesta terça-feira o projeto de lei de privatização da Corsan. A venda da estatal depende da aprovação de três projetos de Lei, sendo que dois deles tramitam em regime de urgência e já trancam a pauta da Casa.

“Os trabalhadores precisam estar unidos e fortes para combater o desmonte da empresa. A Corsan é fundamental para o funcionamento do Estado” ressaltou o presidente do Sindiágua/RS, Arilson Wünsch, em crítica ao governo gaúcho pela privatização “às pressas”.

A companhia, segundo o Sindiágua/RS, é responsável por 317 municípios e possui uma cobertura de 96,57% no saneamento. A previsão é atingir 99% até 2033 possuindo total condições cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento. Com a privatização da empresa, conforme o sindicato, os municípios pequenos poderão ficar sem atendimento, pois não possuem atrativos para a iniciativa privada. 

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