Tentando vaga no banco dos Brics, Dilma faz reuniões com ministros dos países do bloco
Cotada para o comando do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) fez diversas reuniões com ministros de Finanças dos países dos Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. As “sabatinas” fazem parte do processo de nomeação da petista ao cargo.
Os encontros terminaram nessa terça-feira (7), segundo apurou a reportagem do R7. Os ministros de Finanças desses países compõem o Conselho de Governadores do NBD, responsável pela designação do presidente da instituição. O banco tem sede em Xangai, na China, e foi criado em 2014, durante a 6ª Cúpula dos Brics, com o objetivo de mobilizar recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nesses países.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (10), o banco informou que iniciou o processo de transição no comando da instituição. “O presidente do NDB, Marcos Troyjo, deixará o cargo até 24 de março de 2023. A Assembleia de Governadores elegerá então um novo presidente, indicado pelo Brasil, para cumprir o mandato rotativo que expira em 6 de julho de 2025”, diz.
Troyjo foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Caso assuma a presidência do banco, Rousseff pode receber um salário mensal de R$ 287,5 mil. A conta foi feita pelo R7 com base no relatório anual de 2021 da instituição. Segundo o documento, os membros-chave da instituição receberam juntos, naquele ano, US$ 4 milhões, entre salários e outros benefícios.
Fonte: CP