Unidos por Lula e Alckmin, PT e PSB são adversários em 12 estados
Juntos no primeiro turno em quatro eleições presidenciais desde a redemocratização, PT e PSB não repetiam a aliança desde 2010. Com a chapa formada por Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, os dois partidos reeditaram em 2022 uma união nos moldes da de 1989, quando o PT indicou o cabeça de chapa (Lula), e o PSB, o vice (José Paulo Bisol). Há 33 anos, eles terminaram as eleições em segundo lugar, atrás de Fernando Collor de Mello, então no PRN.
Embora tenham fracassado na tentativa de formar uma federação, que prevê uma atuação conjunta por no mínimo quatro anos, as legendas conseguiram costurar, além da coligação nacional para a disputa de outubro, acordos em 15 estados, segundo um levantamento feito pela CNN.
Em outros 12 estados, porém, PT e PSB estão em lados opostos. São eles: Acre, Amazonas, Roraima, Tocantins, Ceará, Paraíba, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.
Os arranjos e desarranjos regionais
A aliança nacional PT-PSB deve se reproduzir na maior parte dos estados, mas a relação entre os parceiros tem sido complexa. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, um dos partidos abriu mão da candidatura majoritária para resolver o impasse.
O ex-governador Márcio França (PSB) aceitou disputar o Senado para compor a chapa de Fernando Haddad (PT), candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Além disso, a esposa de França, Lúcia, pelo mesmo PSB, será a vice de Haddad.
No Rio Grande do Sul, não houve resolução. Beto Albuquerque (PSB) chegou a desistir da candidatura, no que indicava ser um final harmônico para a disputa, mas o partido lançou outro nome. No final, as legendas estarão em lados opostos na corrida pelo Palácio do Piratini: Edegar Pretto (PT) e Vicente Bogo (PSB) serão candidatos.
Fonte: CNN