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Caminhoneiros confirmam greve a partir de novembro: ‘Ninguém está aguentando mais’

Entidades que representam caminhoneiros, lideranças da categoria e profissionais autônomos mantêm a greve nacional prevista para começar 1º de novembro. A categoria destaca que a situação atual é pior do que a de 2018, quando os caminhoneiros pararam o Brasil.

A indignação dos trabalhadores é com os reajustes seguidos no preço dos combustíveis. Somente neste ano, o valor do diesel acumula alta de 65,3% nas refinarias, enquanto o preço da gasolina subiu 73,4% no mesmo período. Os reajustes seguidos ocorrem por causa da política de preços adotada pela Petrobras, que segue o mercado internacional e acompanha a variação do dólar. A medida, implantada no governo de Michel Temer (MDB), foi mantida pelo governo Bolsonaro. A mudança desta política é a principal pauta da categoria. 

“Está mantida a paralisação do dia 1º de novembro, se o governo não sinalizar alguma coisa concreta”, disse Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes dos caminhoneiros, ao portal UOL.

A Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB) também confirma a greve dos caminhoneiros autônomos. “Ninguém está aguentando mais. A categoria resolveu parar e pedir para o presidente da República mudar a política de preços. E agora não é só a categoria não, é o povo brasileiro que está se conscientizando disso. Está forte o movimento”, destaca José Roberto Stringasci, da ANTBA.

Reajuste 

O último reajuste no preço dos combustíveis ocorreu segunda-feira (25). O valor da gasolina subiu R$ 0,21 por litro e o diesel, R$ 0,28 por litro. O aumento entrou em vigor terça-feira (26) nas refinarias da Petrobras. O litro da gasolina já supera R$ 7 em várias capitais, enquanto o diesel bate os R$ 5.

“Não temos mais condições de trabalhar, infelizmente. Antes das últimas duas altas de combustíveis, sobrava em média 13% (do valor do frete) para a categoria. Agora, depois desses aumentos, a gente está pagando para trabalhar. Não sobra nada”, afirma Marconi França, uma das lideranças dos caminhoneiros em Recife (PE). “Desta vez, a categoria vai parar porque infelizmente não tem condições de rodar. Ficou inviável a gente ficar rodando. E essa paralisação tem nome e sobrenome: Bolsonaro e Tarcísio (Freitas, ministro da Infraestrutura)”, completou.

Adesão 

O Sindicato das Empresas e Transportadores de Combustível e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Sindtanque) não deve apoiar o movimento. 

A Confederação Nacional do Transporte (CNT), que representa as empresas do setor, também não participará da greve.

Fonte: Itatiaia

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