GeralMundo

Trump não definiu prazo para cessar-fogo com o Irã, diz a porta-voz da Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não estipulou um novo prazo específico de duração do cessar-fogo. Foi o que disse nesta quarta-feira (22) a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Na terça (21), Trump anunciou que prorrogaria a trégua — prevista inicialmente para terminar nesta quarta. Leavitt também afirmou que Trump não considera que a apreensão de dois navios no Estreito de Ormuz por parte do Irã tenha sido uma violação à trégua:

“Não eram navios americanos, não eram navios israelenses. Eram dois barcos internacionais. Os iranianos estão agindo como um bando de piratas. A marinha irianiana está praticamente extinta. O Irã não tem controle no Estreito”.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA afirma que suas forças interceptaram 29 embarcações iriananas desde o bloqueio no Estreito de Ormuz, causando colapso a economia do país. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse as ameaças norte-americanas e o bloqueio naval são os principais obstáculos a uma negociação de paz definitiva.

O governo iraniano considera o bloqueio um ato de guerra e afirma que, enquanto a medida continuar, o Estreito de Ormuz não será reaberto e não dará início a qualquer negociação para o fim da guerra. O Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes foi informado sobre esse cronograma durante uma reunião confidencial na terça-feira (21).

Autoridades do Pentágono informaram parlamentares esta semana sobre uma avaliação de inteligência que concluiu que a remoção completa das minas do Estreito de Ormuz após o fim da guerra com o Irã poderia levar até seis meses. Outros detalhes da reunião, que foi noticiada primeiramente pelo Washington Post, não ficaram imediatamente claros, mas servem como um lembrete das enormes ramificações econômicas e políticas da guerra.

Uma avaliação interna da DIA (Agência de Inteligência de Defesa) determinou que o Irã poderia manter a passagem fechada por um período de um a seis meses, de acordo com quatro fontes familiarizadas com o documento.

Na época, autoridades da Casa Branca e do Pentágono insistiram que a avaliação — particularmente o prazo final mais longo, que alguns consideram o pior cenário possível — não estava sendo levada em consideração seriamente.

Um porta-voz do Pentágono reiterou nesta quarta-feira (22) que um fechamento de seis meses seria “inaceitável”.

“A seleção tendenciosa de informações vazadas pela mídia, muitas das quais falsas, a partir de uma reunião confidencial e fechada, é jornalismo desonesto”, disse o porta-voz, Sean Parnell.

Fonte: O Sul